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Reputação dos Açores como destino cresceu entre 2015 e 2016

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Reputação dos Açores como destino cresceu entre 2015 e 2016

A reputação dos Açores como destino turístico cresceu ligeiramente entre 2015 e 2016, com essa notoriedade a ser mais elevada nos meses de época média e baixa do que alta.

A conclusão consta do estudo “Destino Açores: Quem é o Turista e o que diz de nós”, efetuado pela GMT Hospitality, que ontem foi apresentado por José Eduardo Maia, gerente da empresa de consultoria na área do turismo sediada na ilha do Pico, no segundo dia da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL). Trata-se de um estudo encomendado pelo Governo Regional, que toma como referência, nos últimos três anos, a pegada digital deixada pelos visitantes dos Açores, através dos seus comentários em sites de viagens e nas redes sociais.

Assim, foram avaliados mais de 100 mil comentários feitos em 45 idiomas diferentes em 175 sítios da internet, incluindo a Booking, TripAdvisor, Facebook e Twitter, refletindo a apreciação dos turistas sobre  262 entidades da Região ligadas ao alojamento e restauração, além de espaços de visitação. José Eduardo Maia sublinha que os Açores foram “pioneiros” no país na utilização deste método de monitorização da satisfação dos turistas, ao qual prepara-se para aderir o Turismo de Portugal.

No essencial, o estudo da GMT Hospitality permitiu concluir que a reputação dos Açores é boa. Na sua globalidade, cresceu meio por cento entre os dois anos, passando de uma classificação geral de 87,6% em 2015 para 88% em 2016.

Património natural e animação em alta

Em termos específicos, e no tocante à performance no ano passado do património natural, o maior ativo dos Açores quando se fala em turismo, o estudo é claro: além da vista e envolvente, que não receberam qualquer menção negativa, o staff, a limpeza e a consciência ambiental (em termos de conteúdos e práticas) foram os atributos com maior percentagem de referências positivas.

A pior avaliação – abaixo dos predominantes 90% de menções positivas – foi para a língua estrangeira, quer pela falta do seu domínio pelo staff, quer pela indisponibilidade de material informativo.

Quanto ao património cultural, esse desce um pouco na apreciação positiva (85,10%). Neste caso, o estado de conservação e a quantidade e variedade de conteúdos foram melhor avaliados pelos visitantes, ao passo que a mediação entre os conteúdos e o visitante, isto é, a interpretação dos conteúdos por meios físicos ou humanos, foi o atributo pior classificado, secundado pela revelância e interesse do tema.

No que concerne à restauração (84,50%), os atributos melhor classificados pelos comensais foram a localização, o staff e a bebida, enquanto que a limpeza, a segurança e os lavabos receberam mais observações negativas.

Por seu turno, a animação turística ficou muito bem cotada (96,90%) pelos visitantes dos Açores. Aqui, os elogios foram dirigidos para as competências técnicas, segurança e relevância/interesse das atividades propostas. Menos bem estiveram os fatores relacionados com a comunicação prévia ao serviço, o preço e a consciência ambiental demonstrada no serviço.

Já na ótica do alojamento (85,40%), a reputação dos Açores fica salvaguardada pelas prestações do staff, pela localização e  instalações do estabelecimento e menos bem defendida pela disponibilização ao hóspede de internet e outra tecnologia e ao nível da segurança e instalações sanitárias das unidades de alojamento.

Ainda no domínio do alojamento, o estudo dá conta que São Miguel, apesar de concentrar a maioria das unidades de alojamento turístico nos Açores, não é a ilha com melhor performance a esse nível. Pelo menos em 2016, esse estatuto pertenceu ao Pico (89,4%) e Faial (85,8%), seguido de perto por São Miguel (85,6%).

As classificações de alojamento com melhor performance no ano passado couberam ao Turismo no Espaço Rural e Turismo de Habitação, ambos com 92%, e ao Alojamento Local (88%). Nos 20 alojamentos mais bem reputados dos Açores, incluem-se 4 alojamentos localizados nas Furnas e 5 em Ponta Delgada (hostels), isto quando esta cidade concentra cerca de metade do parque hoteleiro açoriano.

A análise feita constatou que, excetuando a animação turística, os meses de época alta (junho, julho e agosto) pressionaram a satisfação do turista no ano passado, sendo reflexo disso o facto de que as referências negativas concentradas nos procedimentos/serviço e staff foram proporcionalmente superiores às dos restantes meses.

Turistas mais extrovertidos e racionais

Referindo que o arquipélago reúne condições para atenuar a sazonalidade da procura, o estudo indica que o turista que viaja para as ilhas é mais extrovertido do que introvertido, mais racional e menos emotivo e mais aberto a novas experiências do que conservador.

Em declarações aos jornalistas, o responsável pela GMT Hospitality evidenciou a importância do estudo para saber o tipo de turista que visita o arquipélago e dar resposta aos seus anseios , apontando a necessidade, doravante, de haver uma maior aposta no património cultural, restauração e na não demasiada concentração de unidades de alojamento turístico em Ponta Delgada. “Sobretudo, o que acho que pode ser mais rápido na melhoria é a própria restauração e até o alojamento”, reforça.

Fonte: Açoriano Oriental

 

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